A obesidade na adolescência

Posted by on julho 26, 2016 in Artigos

A obesidade na adolescência

Segundo os dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), realizados no Brasil entre 2013 e 2014, 25,5% dos adolescentes estão acima do peso ideal e 8,4% entre 12 a 17 anos são obesos, além de 9,6% destes, estarem hipertensos.

A obesidade é classificada de acordo com o IMC – Índice de Massa Corporal, que é calculado dividindo-se o peso pelo quadrado da altura. Se o IMC for igual ou maior que 30, a pessoa é considerada obesa.

Geralmente os deslizes começam na infância, onde os familiares não veem a obesidade como doença, mas apenas como um fato natural e dessa maneira não precisaria de nenhum tipo de intervenção. Com isso, o tempo vai passando e vai ficando cada vez mais difícil que esse quadro seja revertido. Uma criança obesa, vai ser um adolescente obeso e por consequência um adulto obeso se nenhuma medida for tomada.

Um estudo publicado pelas universidades de Columbia (EUA) e Melbourne (Austrália), mostra que além da obesidade na adolescência apresentar grande tendência a continuar na vida adulta, também há o risco de aumentar algumas complicações como a diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

De acordo com o Erica, a obesidade geralmente afeta mais o sexo masculino assim como a hipertensão e isso porque os meninos têm mais tendência a acumular gordura na barriga. Neste caso, para se avaliar o risco de alta na pressão é levado mais em conta o tamanho da cintura do que o IMC.

No caso das meninas a gordura vai mais para o quadril e/ou membros inferiores e com isso, há menos risco de hipertensão. Mas o Erica mostra que 70,7% das adolescentes não praticam atividade física enquanto nos meninos esse índice é de 38%.

Além de uma reeducação alimentar onde é importante incentivar o consumo de frutas, vegetais e legumes em lugar de gorduras saturadas, doces, refrigerantes, etc. deve-se acrescentar a prática da atividade física para que hábitos saudáveis sejam criados desde o início da vida.

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