A obesidade na adolescência

A obesidade na adolescência

Segundo os dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), realizados no Brasil entre 2013 e 2014, 25,5% dos adolescentes estão acima do peso ideal e 8,4% entre 12 a 17 anos são obesos, além de 9,6% destes, estarem hipertensos. A obesidade é classificada de acordo com o IMC – Índice de Massa Corporal, que é calculado dividindo-se o peso pelo quadrado da altura. Se o IMC for igual ou maior que 30, a pessoa é considerada obesa. Geralmente os deslizes começam na infância, onde os familiares não veem a obesidade como doença, mas apenas como um fato natural e dessa maneira não precisaria de nenhum tipo de intervenção. Com isso, o tempo vai passando e vai ficando cada vez mais difícil que esse quadro seja revertido. Uma criança obesa, vai ser um adolescente obeso e por consequência um adulto obeso se nenhuma medida for tomada. Um estudo publicado pelas universidades de Columbia (EUA) e Melbourne (Austrália), mostra que além da obesidade na adolescência apresentar grande tendência a continuar na vida adulta, também há o risco de aumentar algumas complicações como a diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. De acordo com o Erica, a obesidade geralmente afeta mais o sexo masculino assim como a hipertensão e isso porque os meninos têm mais tendência a acumular gordura na barriga. Neste caso, para se avaliar o risco de alta na pressão é levado mais em conta o tamanho da cintura do que o IMC. No caso das meninas a gordura vai mais para o quadril e/ou membros inferiores e com isso, há menos risco de hipertensão. Mas o Erica mostra que 70,7% das adolescentes não praticam atividade física enquanto nos meninos esse índice é de 38%. Além de uma reeducação alimentar onde é importante incentivar o consumo de frutas, vegetais e legumes em lugar de gorduras saturadas, doces, refrigerantes, etc. deve-se acrescentar a prática da atividade física para que hábitos saudáveis sejam criados desde o início da...

Read More

Como a alimentação afeta o desempenho escolar

Como a alimentação afeta o desempenho escolar

Antes de falar da nutrição, devemos lembrar que crianças e adolescentes estão ainda com o corpo em formação e pesquisas mais recentes descobriram que o cérebro termina sua formação apenas por volta dos 21 anos de idade, ou seja, qualquer contusão nessa área ou deficiência de nutrientes até os 21 anos pode afetar a forma como raciocinamos de maneira extrema. No caso do cérebro, ele consome muita energia e em algumas atividades chega a gerar energia suficiente para acender uma lâmpada de 25 W. Para tudo isso, o cérebro precisa consumir calorias e de bastante água para manter sua temperatura normal, oxigená-lo e manter as membranas dos neurônios intactas, o que assegura uma melhor transmissão de informação entre uma célula e outra. A água torna-se especialmente importante para crianças porque o cérebro delas tende ao superaquecimento mais rapidamente do que o dos adultos. Vários quesitos vão ser importantes para podermos entender em como a alimentação vai afetar o desempenho escolar. Para que o corpo funcione bem é necessário uma quantidade mínima de calorias. No caso dos adolescentes e especialmente das crianças, isso passa a ser mais significativo porque o metabolismo deles é bem mais rápido do que o de adultos. Uma quantidade deficiente de calorias pode levá-los à sonolência, falta de concentração, dor de cabeça e outros problemas de saúde que tornam difícil o aprendizado. Também é importante saber que tipo de caloria está sendo consumida, pois o corpo em formação, precisa de nutrientes para que as atividades cognitivas funcionem. A quantidade certa de calorias é importante, mas o corpo precisa de uma rotina alimentar balanceada com vitaminas, minerais, proteínas, gorduras e bons carboidratos para assegurar a integridade física dos órgãos e níveis de energia satisfatórios. Por exemplo, uma alimentação rica em açúcar causa sonolência e fadiga. A falta de frutas e verduras no cardápio dificulta as sinapses porque o cérebro precisa de potássio e outros nutrientes para funcionar bem. No caso do fast food, um estudo com 14000 crianças na Inglaterra demonstrou que crianças que consomem muito fast food têm 10% mais chances de repetir de ano. Além da falta de nutrientes, fast food altera o padrão do sono, algo essencial para fixar o aprendizado. O café da manhã sempre vai ser a refeição mais importante, mesmo que a pessoa tenha uma boa alimentação ao longo do dia, pois ele vai fornecer os nutrientes e calorias para manter o corpo funcionando bem, vai anunciar para o corpo que agora você está acordado e portanto que ele precisa estar alerta, concentrado, o que vai favorecer o aprendizado. E não podemos esquecer da água, pois ela é essencial para o aprendizado. Não vamos considerar as bebidas açucaradas que na realidade...

Read More

A imagem corporal, saúde e autoestima

A imagem corporal, saúde e autoestima

Você já observou que nossa imagem corporal é o nosso cartão de visita? Tudo o que é visto pelo outro vai falar muito a nosso respeito: roupas, cabelo, pele, peso, gerando impressões certas e erradas. Essas impressões é reflexo de nossa cultura, pois a cada época as vestimentas, um determinado peso e mesmo o comportamento vão refletir uma época. Vivemos constantemente sendo julgados por essa “aparência”, ou seja, o que aparece para o outro e caso esse julgamento seja percebido como negativo, a autoestima pode ser muito afetada, caso a pessoa não tenha uma imagem positiva de si mesma. Inclusive, atualmente com os “selfies”, há cada vez mais preocupação com o belo para que seja mostrada para os outros uma pessoa realizada em todos os sentidos. Por exemplo, estar abaixo ou acima demais do peso vai implicar em uma quebra de padrão saudável. Uma pessoa que está fora dos padrões passa a ouvir comentários desagradáveis e pode vir a enfrentar atitudes negativas e sofrer bullying. Dessa forma, quando a experiência é negativa, várias crenças podem ser geradas fazendo com que o indivíduo tenha um determinado conceito de si mesmo. Conheça algumas dessas crenças: • Não tenho um relacionamento porque não sou bonito o suficiente; • Não consigo ter o peso ideal, portanto sou um perdedor; • Devo me resignar pois vou ter sempre esse peso As crenças negativas fazem com que a autoestima despenque e o indivíduo passa a escolher não vivenciar experiências positivas, porque não merece ou não é digno o suficiente, como por exemplo: ter um relacionamento satisfatório, ir a festas, tentar um emprego melhor etc., tudo porque ele não acredita que nada de bom virá em função de seu peso “errado”. Será que é só ter o peso “correto para ser feliz e para que tudo dê certo? Geralmente é o que todos acreditam! Atualmente o peso considerado “correto” é completamente irreal e impossível de conseguir pois é baseado nas passarelas de moda e muitas pessoas vão por em risco a própria saúde para conseguir esse peso totalmente irreal para seu tipo de corpo. O melhor é procurar ver qual seria o seu peso ideal, levando em consideração vários fatores como altura, massa muscular, massa magra, etc. Em segundo lugar, nem sempre uma barriga sarada é a solução para uma autoestima melhor. Mesmo que essa pessoa tenha se esforçado tanto para alcançar esse “ideal” de beleza, ela ainda pode receber críticas de outras pessoas que não tem o mesmo gosto estético dela e terminar por continuar com autoestima baixa apesar de ter um corpo esculpido. É importante que você faça uma análise se sua baixa autoestima vem apenas do incômodo com seu peso ou há também...

Read More

Obsessão com o peso e a forma

Obsessão com o peso e a forma

Você já reparou que em todas as reuniões onde existe uma grande quantidade de guloseimas, as pessoas geralmente conversam sobre seus planos e esforços para se manter na linha, emagrecer ou ter um corpo que lhe seja mais satisfatório? Segundo pesquisas, 81% das crianças americanas de 10 anos estariam com muito medo de ser gorda e 50% das meninas já estão inclusive fazendo regime. Isso mostra como as pessoas cada vez mais cedo se preocupam com seu peso e sua forma. Seria essa preocupação devido ao sedentarismo, hábitos alimentares, ideais impossíveis de serem alcançados e a indústria e do marketing da forma física e do regime que cada vez mais temos acesso? Em um número da revista “Counseling Today”, a terapeuta Anna Viviani fala numa entrevista desse interesse sobre a obsessão com o peso e pela forma com ou sem transtornos alimentares. Segundo ela, a obsessão com o peso e a forma estaria ligada ao controle. Ou seja, caso a pessoa sinta que não tem controle sobre sua vida, ela vai tentar levar esse controle para o peso, os alimentos que ingere e os exercícios físicos. Podemos então observar que todo o ritual de exercícios diários, fazer regime, emagrecer, criar massa muscular, as idas ao nutricionista, as conversas sobre peso, tem o seu valor para que possamos lembrar da promessa que fizemos e que sim, é possível fazer este controle, mesmo sendo muitas vezes difícil. Independente de outras áreas da vida, profissional, amorosa, acreditamos que o peso e a forma só depende de nós para alcançarmos o objetivo desejado. Então quanto menos temos controle sobre a vida que nos cerca, que neste caso temos incluso o outro e o acaso, mais vamos nos preocupar com o peso e a forma. Podemos citar também o caso da greve de fome nos presídios que em vários momentos vemos nos noticiários. No caso, eles põem em risco suas próprias vidas em troca de algo. Outra terapeuta, Erica Ritzu cita uma fala de uma paciente com transtornos alimentares: “Se você não me escuta e não deixa nunca que minha opinião conte, posso ao menos escolher não comer nada”. Nesse último caso, vemos que a única coisa que os presos podem controlar é se vão ou não ingerir alimentos, já que estão aprisionados, não são escutados e não podem nada. Então, voltando à obsessão com o regime e a forma física, é a única coisa que a pessoa pode controlar, pois no restante de sua vida ela não controla...

Read More

Falando sobre obesidade!

Falando sobre obesidade!

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é considerada a epidemia do século. Segundo pesquisa realizada em 2010, considerou-se que 48,1% dos adultos estão acima do peso e 15% são considerados obesos. Geralmente os obesos recebem adjetivos como: preguiçosos, não tem força de vontade ou são acomodados. Só que as pessoas ignoram que a obesidade não é somente fisiológica. Múltiplos fatores psicológicos atuam no indivíduo obeso, onde um profissional na área da psicologia vai procurar interpretar a linguagem inconsciente que o indivíduo procurou nortear a sua vida. O ato de comer, além da função nutricional e de gerar energia para o corpo, está relacionado a uma função primitiva do ser humano: a fase oral. É através da boca que temos contato com determinados sentimentos como prazer, amor, medo, privação, etc. Geralmente a busca incessante de comida vai se apresentar como uma ferramenta de substituição para evitar o contato com determinados sentimentos que incomodam o indivíduo como frustrações, impotência e falta de esperança. Os fatores psicológicos que geralmente estão presentes na obesidade (baixa autoestima, ansiedade, culpa, depressão) estão ligados a fatores sociais e ambientais e com isso podemos dizer que não existe um perfil único para o obeso. Por exemplo, se a família de origem é obesa, há uma grande tendência da criança ser obesa e consequentemente um adulto obeso. Isto porque ele vai estar cercado de determinados hábitos alimentares que já são padrões na sua família. Quando se ignora os fatores emocionais as pessoas obesas vão viver uma luta eterna com a balança. Vão ter resultados totalmente temporários, podem passar pelo efeito “sanfona”, trazendo seguidas frustrações e fazendo com isso que cada vez mais se torne difícil o ato de emagrecer. O tratamento deve levar em consideração as necessidades individuais de cada um, suas crenças, preferências alimentares e estilo de vida além de procurar descobrir quais foram os objetivos que levaram o indivíduo a procurar perder peso como por exemplo, maior disposição, diminuição das taxas de colesterol, controle de diabetes e maior autoestima. Portanto, é muito importante levar em consideração a parte psicológica no processo de emagrecimento.. É necessário conhecer os vínculos emocionais que levaram o indivíduo à compulsão e dependência na busca pela comida, senão mesmo procurando métodos considerados definitivos como a cirurgia bariátrica, a condição de magro pode ser temporária e com isso não vai agregar nenhum valor em termos de saúde e de qualidade de vida ao...

Read More

Transtornos da alimentação

Transtornos da alimentação

O comportamento alimentar é mais do que atender simplesmente as necessidades do organismo, pois também está ligado tanto ao prazer de experimentar algo saboroso como também ao aspecto social. As calorias são utilizadas para a manutenção do nosso corpo e também para atender as atividades do meio externo. Essas calorias vão variar de acordo com cada pessoa dependendo de sua estrutura corporal e das atividades que pratica. Se o que ela consome for maior do que ela gasta, o restante é armazenado em forma de gordura. Antigamente a comida era escassa, mas atualmente vemos uma grande diversidade de alimentos oferecidos nos supermercados fazendo com que a obesidade tenha aumentado assustadoramente chegando a ser considerada epidêmica. Ao mesmo tempo apesar de tanta oferta de alimentos temos uma preocupação com a beleza que vem também passando por transformações ao longo do tempo. Em algumas culturas antigas, as pessoas obesas eram símbolo de poder e fartura e nas mulheres em especial significava fertilidade. No entanto atualmente é valorizada a mulher magra que vai ser apresentada na mídia em geral, nos hábitos sociais e na indústria da moda. UMA ANÁLISE DA DIMENSÃO PSÍQUICA DOS TRANTORNOS ALIMENTARES Na realidade, os transtornos alimentares é multifatorial, na qual atuam vulnerabilidades e fatores predisponentes: genéticos, biológicos, temperamento, personalidade, família, estressores (sociais, perdas, lutos), etapa do ciclo vital (adolescência), cultura e dietas. A abordagem psicodinâmica refere-se a uma compreensão do psiquismo em seus processos dinâmicos. Está fundamentada nos princípios da teoria psicanalítica. Visa compreender e elaborar conflitos intrapsíquicos a serviço da reestruturação, reorganização e desenvolvimento da personalidade. O sintoma consiste em uma comunicação simbólica que oculta e ao mesmo tempo revela aspectos inconscientes sobre um conflito subjacente. A psicoterapia cria um espaço potencial para a busca de significados que permitam ao paciente sair da fixidez determinada pelos sintomas. Evidenciam-se paradoxos nos pacientes acometidos por transtornos alimentares, na alternância entre uma grande voracidade por relacionamentos em oposição à capacidade de isolamento e abandono dos mesmos. Apresentam dificuldades em encontrar uma distância suficientemente boa do outro. Os pacientes realizam viradas violentas em suas vidas: oscilam rapidamente de relações extremamente idealizadas à rupturas radicais. Reagem com hostilidade decepções, frustrações e ansiedade em decorrência do medo de separação, mas também pelo medo da intrusão. Introduzindo uma perspectiva de desenvolvimento do narcisismo, lança-se um olhar para a criança que não se vê como separada do meio ambiente, da mãe, de quem a olha e de quem a cuida. Segundo Lacan, a fase do espelho designa um momento na história do indivíduo que se inicia aos seis meses de idade até os dezoito meses, na qual a criança forma uma representação de sua imagem corporal por identificação com a imagem do outro. A imagem...

Read More