Falando sobre a depressão

Falando sobre a depressão

Infelizmente, a depressão vem se configurando como o mal do século XXI. Também, pudera: vivemos constantemente sob pressão, estamos mais isolados uns dos outros, temos menos tempo para refletir e meditar sobre nossos problemas e temos cada vez mais formas nada saudáveis de lidar com emoções negativas (medicamentos, comida, drogas, álcool etc.). Confira aqui algumas dicas que podem ajudar você nessa missão que não é impossível. Quais são os sinais gerais da depressão? Muitas vezes acordamos nos sentindo um pouco triste, com vontade chorar. Entretanto, a depressão só se configura quando apresentamos este comportamento por um período prolongado de tempo e ele nos impede de funcionar normalmente. Conheça alguns sinais da depressão. • Falta de energia/ disposição; • Perda do prazer nas coisas que antes davam prazer; • Dormir muito mais ou menos do que o normal; • Sensação de tristeza, melancolia; • Perda ou ganho de peso; • Pessimismo e pensamentos negativos recorrentes; • Pensamentos suicidas. Mas, o que podemos fazer? – Saiba que você não está sozinho – Assim como você, milhares de pessoas já passaram pela mesma situação ao menos uma vez na vida. Procure ler testemunhos de como elas aprenderam a lidar com a depressão; há vários sites disponíveis, busque inspiração! Também procure compartilhar seus sentimentos com alguém de confiança; esta pessoa vai querer e poder te ajudar. – Vá aos poucos – Para superar a depressão, é necessário fazer exatamente o que a doença não te deixa fazer: sair com os amigos, se exercitar etc. Porém, é vital que você faça, mas comece aos poucos. Saia para fazer 20 minutos de caminhada em um dia, no outro, limpe a sala, ligue para um amigo e almocem juntos. – Faça um trabalho voluntário – Já foi comprovado cientificamente que a prática do altruísmo tem um impacto fortíssimo na pessoa. A sensação de estar sendo útil e ajudando outras pessoas produz um efeito de prazer e bem-estar no cérebro que irá combater o efeito da depressão. – Faça uma atividade física – Pois é considerada um antidepressivo natural. Além de melhorar o humor por liberar a serotonina, ele também libera adrenalina, o hormônio que faz com que você tenha mais energia e disposição. Se você já tinha uma rotina de exercícios, tente fazer metade dela. Se não, comece com uma caminhada leve. Você também pode recrutar um amigo ou familiar próximo para participar com você. – Que tal um animal de estimação? – Você pode tentar criar um animal. Também existem estudos que comprovam que animais de estimação ajudam pacientes depressivos e pessoas idosas a melhorarem o humor. Além do laço emocional criado, quando estiver sozinho, você não estará sozinho de verdade porque terá o animalzinho....

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A psicologia do exercício físico

A psicologia do exercício físico

Fazer exercícios físicos é algo que médicos e nutricionistas sempre recomendaram. O que nem todo mundo sabe é que os psicólogos também recomendam a atividade física! E você sabe por quê? Veja os motivos abaixo: – A psicologia do exercício é uma corrente de estudos que vem ganhando força nos últimos anos. A ideia é estudar os efeitos do exercício no corpo e na psique humana e entender os motivos que estão por trás do exercício, – A verdade é que as pessoas que fazem exercício relatam um aumento geral na qualidade de vida. Mesmo aquelas que não faziam exercícios porque estavam sempre muito cansadas e não tinham disposição para se exercitarem, elas tiveram sua energia aumentada após o início da prática. Também elas passam a se sentir melhor com o seu corpo, ou porque emagreceram, ou porque ganharam massa muscular. – Embora a melhora no corpo influencie na sua percepção de vida, melhorando seu estado psicológico, o exercício influencia diretamente sua mente, a um nível inconsciente. Alguns benefícios psicológicos do exercício – Reduz stress e a ansiedade, melhorando o relaxamento – 30 minutos de exercício ao dia é o suficiente para aliviar essas sensações ruins porque aumentam a concentração de norepinefrina, um neurotransmissor que reduz o stress e a ansiedade. Além disso, o exercício e o alongamento pós-exercício diminuem a tensão muscular. Isso faz com que você relaxe e durma melhor, e uma noite bem dormida pode fazer maravilhas por você. – É um antidepressivo natural – O exercício libera endorfinas após o seu término, dando uma sensação de bem-estar e melhorando o humor, diminuindo também a ansiedade. – Previne o declínio cognitivo – Exercício e alimentação balanceada não curam problemas de memória ou Alzheimer, mas retardam bastante o seu surgimento. A prática de exercícios, especialmente entre 25 e 45 anos aumentam a quantidade de neurotransmissores que previnem a degeneração do hipocampo, parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem. – Aumenta o poder do cérebro – Estudos em homens e ratos demonstraram que o exercício melhora o desempenho do cérebro, aumentando a capacidade de tomada de decisões, pensamento lógico, aprendizagem e memória melhorados. – Ajuda no controle do vício – Sessões curtas de exercício podem ser uma distração do objeto de vício da pessoa (comida, sexo, drogas, álcool), ajudando viciados a se recuperarem. Além disso, ao substituir o vício (especialmente de drogas e álcool) pelo exercício ajuda a melhorar o sono e, com um sono melhor, suas faculdades mentais, como a memória, também melhoram. – Melhora a criatividade – Estudos mostraram que uma sessão aeróbica de uma hora provoca um pico de criatividade por até duas horas depois do fim do exercício. – Fonte de inspiração –...

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Equoterapia

Equoterapia

Não é de hoje que os animais são usados para o benefício da saúde física e mental dos humanos. Às vezes apenas o convívio diário com eles já é suficiente, às vezes uma terapia mais estruturada se faz necessária para alcançar os benefícios desejados. Conheça agora a equoterapia, a terapia com cavalos. O que é isso? Como o próprio nome sugere, a equoterapia é uma terapia onde a estrela da vez é o cavalo. Esta terapia utiliza as diversas atividades realizadas a cavalo para desenvolver aspectos cognitivos, sociais, comportamentais, emocionais, físicos e educacionais de pessoas com deficiências físicas e/ou mentais. O uso da equitação como ferramenta terapêutica já é encontrado na Grécia Antiga, e teve sua descrição mais detalhada a partir do século XVII, quando alguns médicos prescreviam a equitação como tratamento para gota, distúrbios neurológicos e moral baixa (algo como depressão, baixa autoestima e autoconfiança). Só em 1960 a equoterapia ganhou clínicas especializadas em equoterapia. No Brasil, ela ganhou seu reconhecimento pelo Conselho Federal de Medicina em 1997 e desde então só cresce. Características A equoterapia é uma abordagem multidisciplinar. Isto quer dizer que ao invés de apenas um profissional ou vários profissionais de uma só área, esta modalidade requer um time de diferentes profissionais. Fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, professor de educação física, instrutor de educação física, psicopedagogo, terapeuta ocupacional são apenas alguns dos profissionais envolvidos nessa terapia, variando de acordo com as necessidades do indivíduo. Dessa forma, o estabelecimento de metas e duração da terapia são feitos pela equipe escolhida que avaliará e definirá tais aspectos. Benefícios A equitação é um esporte bastante completo. Ele utiliza todo o corpo e requer um estímulo neuromuscular único. Por exemplo, ao mesmo tempo em que o indivíduo tenta se equilibrar e manter a postura, ele também está contraindo os músculos e precisa pensar e aprender a reconhecer o ritmo do andar do cavalo, controla a velocidade etc. Além disso, o convívio com o animal promove o estabelecimento de laços afetivos, o que desenvolve todo o lado emocional do paciente. Os benefícios estão em 3 grandes grupos onde há melhoras e desenvolvimentos diferentes. Físicos: Força muscular, coordenação motora, equilíbrio, percepção visual e espacial, resistência cardiorrespiratória (é um exercício aeróbico leve). Psicológicos: Disciplina, controle emocional, desenvolvimento de laços afetivos, socialização e habilidades interpessoais, autoconfiança e autoestima, cognição desenvolvida (memória, capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo), redução do stress, diminuição da agressividade. Educacionais: Aprendizado de como cuidar de um cavalo, primeiros-socorros, aprender a andar a cavalo e como controla-lo. Quem pode fazer? A princípio, não há restrições para esta terapia, mas é necessário fazer uma avaliação antes do início até mesmo para saber se algo de cunho físico ou psicológico pode trazer...

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Viciados no Facebook

Viciados no Facebook

Reza a lenda que cinco minutos no Facebook se transforma em horas e horas de procrastinação nos afazeres diários, sejam eles no trabalho, na tarefa de casa ou no compromisso do dia-a-dia. Você tem controle sobre o seu feed de notícias ou é ele quem tem controle sobre você? A intenção é apenas conferir as novidades nas publicações e dar um check nas notificações que apareceram em vermelho na barra superior do Facebook. A partir dali uma bola de neve se forma, isso porque você confere as inbox, logo abre o chat da rede social, encontra aquele amigo online, conta aquela novidade, compartilha uma foto, abre um link de notícia… Logo começa a navegar em outros sites, mas sem perder a atenção do que está acontecendo no Facebook. O que acontece depois? Logo você viu que os cinco minutos se passaram mais de pressa do que você imaginava. Isso atrasou a entrega do trabalho, do projeto ou do compromisso. Logo você sente aquela necessidade de conferir o que está sendo comentando na rede social. Quem não escuta aquela perguntinha repentina do “Você viu a publicação naquela página do Facebook?” ou “Te mandei uma inbox, confere lá!”. Calma! Você não é o único que está se identificando com esse texto. É verdade! O número de pessoas que passa diariamente por esses momentos é maior do que você pode imaginar. Você sabia que existe um aplicativo para o seu navegador que bloqueia todas as informações do seu feed de notícias? Assim ele controla o que você vai ver ou não na rede social. Em que ponto chegamos, não é mesmo? Não encontramos mais o próprio controle sobre uma rede social. É preciso recorrer a um aplicativo, para que ele ajude a filtrar as informações que distraem e tiram o foco do seu dia. Quem diria que uma rede social teria tanto poder sobre uma pessoa. Mas o que faz dela algo tão atrativo que seja preciso conferir a cada 10 minutos? Uma busca por informações? Medo de perder os acontecimentos no mundo ou no ciclo de amizade? Se desconecte e descubra que você pode se surpreender. A vida também acontece do lado de fora do Facebook, só é preciso redescobrir. Os acontecimentos estão na vida real, somente depois é que eles chegam ao Facebook. Você já parou para pensar nisso? Qual o seu nível de dependência com a sua conta no Facebook? Será que não chegou a hora de rever a importância do seu tempo gasto com uma única rede...

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Você sabe o que é neurônios-espelho?

Você sabe o que é neurônios-espelho?

– É considerada “uma das descobertas mais importantes das neurociências dos últimos tempos”; – Segundo os cientistas, os neurônios espelho podem explicar determinadas capacidades mentais às quais até hoje não foram possíveis de serem comprovadas em laboratório e também explicaria a evolução da Humanidade. Segundo o neurocientista cognitivo Vilayanur S. Ramachandran, esta descoberta traz uma importância muito grande para a psicologia semelhante à descoberta do DNA para a biologia; – O foco de interesse dos pesquisadores é saber qual seria o mecanismo utilizado quando estamos observando algo. A resposta é que nós imitamos mentalmente tudo o que observamos. Com isso podemos explicar como aprendemos a sorrir, abraçar, compreender o outro e a trocar idéias; – A descoberta aconteceu por acaso, quando cientistas tinham colocado eletrodos no córtex pré-motor de um macaco para observar a sua “atividade neural”, enquanto o animal procurava pegar determinados objetos. Em determinado momento, um cientista entrou no laboratório para pegar uma uva passa e imediatamente os neurônios pré-motores do animal dispararam como se fosse o próprio macaco que estivesse realizando a atividade; – A partir deste evento, os cientistas observaram que no animal os neurônios-espelho eram estimulados não somente na observação de outra pessoa realizando uma atividade, mas também quando o macaco ouvia algum som do qual ele já conhecia; – Os cientistas passaram a estudar nos seres humanos utilizando em lugar dos eletrodos, a ressonância magnética e desta forma foram identificando a localização dos neurônios-espelho em muitas outras regiões e em um número cada vez maior dos que eram observados no macaco; – Outra diferença observa em relação ao macaco, é que os seres humanos além de imitar as ações procuram entender seu significado; – Descobertas também foram feitas em relação ao entendimento das intenções e das emoções dos outros. Os neurônios-espelho atuam em conjunto para uma determinada ação, por exemplo: estender a mão. Outro grupo de neurônios-espelho vão ser disparados de acordo com o propósito da ação, por exemplo: para pegar um objeto leve ou pesado ou para limpa-lo; – Não há diferença para os neurônios-espelho, dada uma sentença que seja expressa através de uma ação, linguagem de sinais ou que seja falada. Descobriram que qualquer uma dessas escolhas, seriam disparados os mesmos neurônios-espelho, como se a pessoa efetivamente estivesse realizando a ação; – Da mesma forma que observamos a importância dos neurônios-espelho, falhas que possam ocorrer entre eles pode acarretar diversos problemas. A falha ou diminuição de neurônios-espelho podem acarretar de reserva excessiva a autismo. Pesquisas observaram que quando um conjunto de neurônios-espelho está inativo, vão explicar as dificuldades de aprendizado, linguagem e empatia que são características que trazem o isolamento do autista; – Há indícios que apesar das inúmeras pesquisas realizadas...

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A importância dos contos de fada

A importância dos contos de fada

A ORIGEM DOS CONTOS DE FADA A origem remonta à mitologia que é muito mais antiga que qualquer história já contada. A palavra FADA, se origina do latim FATUM (destino). O DESTINO OU FATALIDADE era representada na Grécia antiga pelas três deusas Moiras (ou Parcas) que são: CLOTO, que fabrica o fio da existência, LÁQUESIS, que desenrola este fio e ÁTRODOS que corta-o. Essas três deusas eram representadas como damas sombrias que tinham o compromisso de ditar o destino de todos os seres, inclusive dos deuses, não sendo nem questionadas por Zeus. Elas tecem um tear especial, a Roda da Fortuna. Ao enrolar os fios da vida, cada pessoa pode se encontrar numa posição privilegiada no alto da roda, na posição de fortuna ou menos desejada, na parte de baixo da roda que vai simbolizar também os momentos de má sorte. O destino deve ser enfrentado e com isso, desenvolve-se o caráter, onde determinadas tendências serão confrontadas para serem modificadas ou não. Este é o caminho para a individuação, que é o que nos vai caracterizar como indivíduos únicos. Através dos tempos teremos: – também várias histórias eram contadas com a família reunida ao lado do fogo nas noites de inverno, enquanto as mulheres fiavam. Este momento era aproveitado para a transmissão dos valores dos grupos sociais. Essas narrativas continham formas simbólicas que eram vestígios de antigas crenças que estavam esquecidas; – como antigamente os pastores e caçadores passavam a maior parte do tempo sozinhos nas montanhas e florestas, era comum eles terem visões ou sonhos que surgiam repentinamente e que eles terminavam relatando em suas aldeias a todas as pessoas que os quisessem ouvir. Daquela visão inicial, formavam-se as lendas e depois os contos. – no século XII, com as aventuras do rei Artur e seus cavaleiros, com a figura da fada Viviana que vive várias transformações ao longo da história: protetora, companheira e sedutora maligna. Neste mesmo século, na França, houve um interesse em diluir a cultura céltico-bretã para a entrada do cristianismo; – no século XVII, na França, surgiram as versões infantis que hoje são consideradas clássicas realizadas por Charles Perrault; – no século XVIII, na Alemanha, teve início a preocupação em relação ao conhecimento científico das diversas narrativas populares que eram transmitidas oralmente de uma geração para outra; – a popularização dos contos de fada em literatura infantil, só ocorreu no século XIX com os vendedores ambulantes que vendiam de tudo inclusive histórias simplificadas do folclore e contos de fada; – no início do século XIX após a Revolução Francesa, no início, os irmãos Grimm fazem uma coleta das antigas histórias populares dando ênfase no que havia de mais típico no povo alemão. Publicaram uma...

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