Inteligência emocional no trabalho

Inteligência emocional no trabalho

Reconhecido no âmbito da Psicologia como um dos conceitos mais importantes para o desenvolvimento das relações humanas, a inteligência emocional tem desempenhado um papel cada vez mais importante na compreensão dos indivíduos enquanto célula una e enquanto elemento que estabelece laços com o Outro. Embora este conceito tenha vindo a ser desenhado desde o cientista Charles Darwin – que ficou famoso pelos postulados teóricos acerca da evolução natural das espécies e pela tese de que a emoção desempenha um papel relevante no processo de sobrevivência e adaptação das mesmas –, a verdade é que a noção de inteligência emocional ganhou maior relevância quando, em 1995, Daniel Goleman escreveu a obra homônima e a definiu como a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros e de geri-los eficazmente, tanto no seu interior quanto ao nível dos seus relacionamentos interpessoais. Conheça então em profundidade todas as premissas que sustentam este recurso tão importante para as relações humanas e fique a par de algumas dicas úteis sobre como desenvolver a sua inteligência emocional no âmbito do trabalho. A importância da inteligência emocional Tradicionalmente, a noção de inteligência tinha a sua tônica em fatores cognitivos como a memória e na capacidade de solucionar problemas, remetendo-a para o domínio da lógica e da razão; no entanto, as investigações científico-acadêmicas têm vindo a reconhecer a inteligência emocional como parte determinante do sucesso ou insucesso dos seres humanos nas relações que estabelecem com os seus semelhantes. Nesta lógica, os relacionamentos desenvolvidos em ambiente laboral são dos que mais beneficiam da utilização equilibrada da inteligência emocional por parte dos seus elementos, já que o exercício de qualidades como a compreensão, a assertividade, a gentileza e a simpatia promovem uma maior aproximação entre os intervenientes e conduzem a uma maior probabilidade de sucesso na relação estabelecida e no ambiente que os rodeia. Para compreender mais eficazmente a relevância da inteligência emocional, atente-se nas cinco divisões a que Daniel Goleman recorreu para categorizar este conceito: autoconhecimento emocional; controle emocional; auto-motivação; reconhecimento das emoções do Outro e capacidade de relacionamento interpessoal. Enquanto as três primeiras categorias remetem para competências que são do domínio exclusivamente interno (intrapessoal), as competências de reconhecimento das emoções do Outro e de capacidade de relacionamento interpessoal assumem um peso importante na ação em determinadas esferas do universo profissional, senão veja-se:  Criação de empatia: reside na habilidade de identificar, percecionar e reagir aos sentimentos, necessidades e desejos do Outro, encontrando uma solução que possa satisfazer os interesses do coletivo;  Capacidade de liderança: intimamente ligada ao sucesso ou insucesso de uma organização, a liderança revela-se na habilidade em conjugar os interesses e necessidades dos elementos de um grupo e da própria organização, evidenciando...

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A loucura através dos tempos

A loucura através dos tempos

Esse texto mostra ao longo do tempo como a sociedade, a ciência e a filosofia entendiam e procuravam tratar o transtorno mental: – Na Grécia antiga, Hipócrates dava mais importância ao cérebro que aos demais órgãos e através dele buscava explicações sobre o transtorno mental, aparecendo a primeira classificação das doenças mentais como: epilepsia, excitação, mania, melancolia e paranóia. – Em 106-43 A.C., a mente e o corpo se encontravam separados e apesar de haver uma maior preocupação em cuidar do corpo o filósofo Cícero, vai continuar a dar ênfase na mente para explicar o transtorno mental dizendo que tal problema existia devido ao descuido da razão. Para ele, o homem teria condições de mudar seu destino através da busca do conhecimento. Cícero vai formular as primeiras noções de psicoterapia. – Sorano, que era um médico e estudioso das idéias de Hipócrates, considerava que alguns problemas orgânicos poderiam provocar algum transtorno mental. Ele achava necessário que existissem medidas de proteção no tratamento dos doentes mentais, pois na época era comum as pessoas acharem que se tratava de uma doença contagiosa. – A ideia de isolamento vai persistir por muito tempo só mudando a denominação do lugar. Antes os loucos e os mendigos eram recolhidos e levados para os asilos e no século XII as pessoas com problemas mentais vão para o manicômio, hospício ou hospital psiquiátrico e os pacientes eram tratados de formas desumanas com punição, desprezo e privação de suas necessidades humanas. – Por volta das últimas décadas do século XVIII, Philippe Pinel vai tratar os loucos de outra forma, refletindo os novos valores da época que era a valorização do homem e dos seus direitos. Pinel vai mostrar a necessidade de ser criada uma classe médica especializada nas questões da loucura e desta forma, surgindo a Psiquiatria e o manicômio. – Com as reformas, são criadas as Comunidades Terapêuticas, Psiquiatria de Setor e a Psicoterapia Institucional. – No século XX, nos Estados Unidos, surge a Psiquiatria Comunitária e depois vão surgir duas outras abordagens: a Antipsiquiatria e a Psiquiatria Democrática, que vão criticar a competência de como é tratado um doente mental. – Em relação ao Brasil, houve a inauguração do primeiro hospício em 1852, o Hospital D. Pedro II. Com o passar do tempo novas instituições foram criadas e até o final do século XIX, já havia instituto psiquiátrico em todas as grandes cidades. Aprovação pelo Congresso Nacional da primeira lei específica de proteção à pessoa com transtorno mental pelo médico João Carlos Teixeira Brandão. – Na década de 1920 é criada a Liga Brasileira de Higiene Mental tendo um discurso de caráter preventivo onde seguia um modelo excludente. – Aumento na quantidade dos hospitais psiquiátricos...

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Conhecendo melhor a compulsão por comida

Conhecendo melhor a compulsão por comida

Você acorda e pensa no que vai comer. Toma café da manhã e já está pensando na próxima refeição. Abriu a porta da geladeira para pegar água e acabou pegando também um iogurte. Talvez você sinta a necessidade de sempre ter comida por perto – quando trabalha, quando vê televisão, quando está com amigos etc. A compulsão por comida é algo real que vai muito além de um mau hábito. Saiba o que é a compulsão por comida e o que ela pode estar escondendo. A compulsão A compulsão por comida é caracterizada pelo ato de pensar constantemente em comida e em situações que envolvam comida e também pela a ação de ingerir a comida e estar sempre em contato com ela. Quando sofremos com a compulsão por comida, nossos pensamentos são recorrentes sobre tudo o que envolve comida e muitas vezes só sentimos o alívio destes pensamentos quando comemos. É um impulso difícil de controlar, “semelhante ao vício em drogas”, afirma Stephen Wakschal, psicólogo e líder do grupo de cirurgias bariátricas do hospital universitário de Staten Island, em Nova York. Como a compulsão se forma Para Stephen, a compulsão por comida se deve, em grande parte, a um aprendizado errado na forma de como lidar com problemas. Com longos anos de experiência na área, Stephen afirma que as pessoas com a compulsão por comida aprenderam a usar a comida como uma forma de lidar com problemas emocionais, traumas, etc. Só que o problema vai além de simplesmente “comer” nossas emoções: nós passamos a comer mais simplesmente por hábito. Portanto, além de usarmos a comida para nos sentirmos melhores quando estamos tristes ou para aumentar nossa sensação de felicidade quando estamos alegres, o ato de comer desregradamente se incorpora no nosso dia a dia, até que chegamos ao ponto de comer simplesmente por comer. Stephen diz que esse tipo de hábito se desenvolve muito cedo e frequentemente tem ajuda dos pais. Por exemplo, se o cachorrinho morreu, os pais dão sorvete para o filho, ou se o filho se comportou bem ou tirou boas notas, ele ganha um lanche especial. Este tipo de comportamento faz com que a criança associe comida a algo prazeroso que serve como consolo ou recompensa, o que explicaria o fato de muitos adultos comerem tanto quando estão tristes, quanto quando estão felizes. A questão também é que não é difícil se viciar em comida. A comida, em especial as mais gordurosas e açucaradas, age diretamente no centro de prazer do nosso cérebro. Inconscientemente você sabe disso e se usou comida uma vez para se sentir bem, é provável que utilize novamente em outra ocasião. Além disso tudo, a compulsão por comida também tem outras...

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Quais são os tipos de terapia?

Quais são os tipos de terapia?

Quais são os tipos de terapia? Ok, então você decidiu ver um psicólogo, mas como escolher? Talvez um médico ou um amigo tenha alguma indicação, mas e aquelas história de psicanálise, de psicologia humanista, etc., tudo isso fica onde? O que são as abordagens em psicologia? Há várias formas de tratar os fenômenos mentais. Estas formas são chamadas as abordagens. Quando um psicólogo se forma, ele deve escolher uma orientação (abordagem) que fornece ideias e material sobre como psicólogo deve abordar a queixa trazida pelo paciente. Embora o psicólogo tenha sua abordagem principal, a que ele estudou de forma profunda, isso não o impede de usar conceitos de outras abordagens. Por exemplo, um psicólogo humanista pode usar o termo “inconsciente”, que é um termo trazido pela psicanálise, nas suas sessões. Isso não quer dizer que ele é um psicanalista; isso quer dizer apenas que ele pode usar conceitos de outras abordagens que complemente a sua abordagem principal. As abordagens mais comuns Psicanálise A psicanálise é uma das áreas mais conhecidas dentro dos estudos mentais. A psicanálise tem como premissa o fato de que as raízes de seus problemas estão no seu passado, mas você não se lembra de tudo porque muito do que você viveu está registrado no seu inconsciente. Quando você vai a um psicanalista ou a um psicólogo de orientação psicanalítica, você está livre para falar e ele te escuta. Com isso, ele vai “juntando os pontos” para poder começar a fazer observações sobre seus comportamentos com base nas suas experiências passadas. A psicanálise é uma abordagem com diferentes ramificações, algumas bem diferentes umas das outras. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) Esta abordagem é uma das mais novas. A ideia aqui é observar seu comportamento e associa-los a padrões de pensamento. Para a TCC, nossos comportamentos nocivos são frutos de pensamentos distorcidos, distantes da realidade. Para que a mudança comportamental aconteça, é preciso descobrir os pensamentos e emoções associados a ao comportamento. A TCC é usada em todas as idades e para todos os tipos de problemas e transtornos psicológicos, mas ela é especialmente eficaz para os transtornos de ansiedade por ser uma terapia objetiva e que não visa se prolongar em traumas passados como faz a psicanálise. Abordagem centrada na pessoa O pioneiro dessa abordagem foi Carl Rogers e muitos o consideram responsável pela psicologia ser uma ciência da saúde mental. Por quê? Antes de Carl Rogers, os estudiosos acreditavam que todo ser humano tem uma neurose básica, uma ideia trazida da psicanálise. Para Carl Rogers, o ser humano tem uma tendência natural a ser saudável, mas há problemas que nos desviam dessa saúde. A ideia principal da abordagem centrada na pessoa é recuperar ou criar a autoestima...

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Quando é hora de parar?

Quando é hora de parar?

Quando é hora de parar? Você acorda, se arruma, toma café, vai para o trabalho, pega as crianças na escola, vai para a academia… a lista de atividades só se encerra na hora de ir dormir. Este tipo de vida tem se tornado cada vez mais comum. No entanto, o fato de ser comum não quer dizer que viver na correria seja algo agradável ou saudável. Sim, há períodos da vida em que ficamos mais atribulados, mas não devemos fazer disso um hábito. Seu corpo e sua mente precisam do descanso, ele é essencial para manter suas funções cognitivas (memória, concentração etc.) trabalhando bem, seu humor e disposição em alta, e para ter uma boa saúde física. Confira aqui 10 sinais que indicam que é hora de parar e também algumas dicas de como fazer isso. 10 Sinais de que é hora de parar Se você apresenta 5 ou mais desses sinais, talvez seja hora de repensar sua rotina. 1. Seu sono está prejudicado Você acorda várias vezes durante a noite, não consegue pegar no sono ou acorda para ir ao banheiro e não consegue dormir mais. Dificuldades desse tipo indicam um nível de stress muito alto. Você colocou seu corpo em estado de alerta constante e agora ele não sabe como sair dessa, mas sente a necessidade de descansar. 2. Ganho ou perda de peso Você come mais porque está com a ansiedade alta, para aliviar o stress diário ou come comidas calóricas demais simplesmente por não ter tempo de parar para fazer uma boa refeição. O ganho de peso ocorre também porque quando estamos estressados e/ou não dormimos bem, o corpo libera cortisol, um hormônio responsável por aumentar o acúmulo de gordura. Por outro lado, você pode ser do tipo que simplesmente se esquece de comer ou que perde o apetite diante de tanta preocupação e acaba perdendo muito peso. 3. Você não lembra a última vez que foi à escola do seu filho Ou qualquer outra situação relacionada a seu filho, como: você não vai mais às apresentações do seu filho, não sabe o nome do melhor amigo dele, não se lembra de ver se ele fez o dever de casa, não sabe o que ele gosta de fazer no tempo livre. Tudo isso pode indicar que você não tem tido tempo de curtir seus filhos, o que diminui sua qualidade de vida. 4. Distância de amigos e familiares Seus amigos e familiares têm reclamado que você anda sumido ou que parece distante, distraído nos eventos sociais? O excesso de preocupação pode estar consumindo sua atenção e você não curte o pouco tempo livre que tem. 5. Saúde frágil Pessoas com o nível de stress muito...

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Os pensamentos negativos no seu dia-a-dia

Os pensamentos negativos no seu dia-a-dia

Os pensamentos negativos no seu dia a dia Você provavelmente já ouviu muito falar em “pensamento negativo” e “pensamento positivo”, mas acha que isso é conversa fiada. Afinal de contas, ações falam mais alto do que pensamentos, certo? O que pouca gente percebe é que nossas ações começam no pensamento e boa parte delas são inconscientes. Que tal aprender um pouco mais sobre os pensamentos negativos e como lidar com eles? O poder dos pensamentos negativos Nosso pensamento é fonte de muita coisa que acontece na nossa vida. Antes de falarmos ou fazermos algo, nós pensamos naquilo que ainda vamos realizar. Nossos comportamentos, nosso humor, nossas ações, tudo isso pode mudar de acordo com o que pensamos. Se estamos de bom humor, por exemplo, e começamos a nos preocupar com as contas para pagar, com o filho que vai mal na escola, com o excesso de peso que não conseguimos perder, imediatamente nosso humor diminui. Com isso, uma série de reações químicas acontecem no nosso corpo: os hormônios do stress são liberados, a energia diminui etc. Se o seu humor estiver para baixo por um período muito prolongado, eventualmente seu sistema imunológico também se enfraquece. Pensar de forma negativa acaba tendo consequências negativas para você e as pessoas que estão ao seu redor também serão afetadas. Dependendo da pessoa, ela pode começar a pensar negativo também e aí vocês entram em uma espiral difícil de sair. Se você estiver duvidando, faça o teste. Comece a se lembrar das suas lembranças mais tristes. Como se sente agora? Triste, feliz ou neutro? No entanto, o poder do pensamento vai além das emoções. Pensamento negativo, autoestima e profecias autorrealizadoras Geralmente, os pensamentos negativos são acompanhados de uma certa dose de baixa autoconfiança e autoestima, como “eu nunca vou conseguir aquela promoção no trabalho” ou “não tem jeito de eu emagrecer”. Quando você pensa dessa maneira, você se torna mais propenso a desistir logo nos primeiros obstáculos. Você se convence de que não é bom o suficiente para uma determinada coisa e acaba apresentando a famosa atitude “se eu não vou conseguir mesmo, para quê tentar?”, e esta atitude pode ser consciente ou inconsciente. Assim, o seu pensamento negativo se torna uma profecia autorrealizadora, ou seja, uma previsão para o seu futuro que você faz e que você mesmo se encarrega de tornar real. É muito fácil para as profecias autorrealizadoras se concretizarem. Quando você tem um pensamento como “meu dinheiro nunca é suficiente para nada”, você não está parando para analisar de forma racional e lógica se esta frase é verdadeira. Você apenas diz. Com isso, você também não está analisando formas de fazer com que seu dinheiro seja suficiente. Isso leva...

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