Falando sobre obesidade!

Posted by on abril 4, 2016 in Artigos

Falando sobre obesidade!

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é considerada a epidemia do século.

Segundo pesquisa realizada em 2010, considerou-se que 48,1% dos adultos estão acima do peso e 15% são considerados obesos.

Geralmente os obesos recebem adjetivos como: preguiçosos, não tem força de vontade ou são acomodados. Só que as pessoas ignoram que a obesidade não é somente fisiológica. Múltiplos fatores psicológicos atuam no indivíduo obeso, onde um profissional na área da psicologia vai procurar interpretar a linguagem inconsciente que o indivíduo procurou nortear a sua vida.

O ato de comer, além da função nutricional e de gerar energia para o corpo, está relacionado a uma função primitiva do ser humano: a fase oral. É através da boca que temos contato com determinados sentimentos como prazer, amor, medo, privação, etc. Geralmente a busca incessante de comida vai se apresentar como uma ferramenta de substituição para evitar o contato com determinados sentimentos que incomodam o indivíduo como frustrações, impotência e falta de esperança.

Os fatores psicológicos que geralmente estão presentes na obesidade (baixa autoestima, ansiedade, culpa, depressão) estão ligados a fatores sociais e ambientais e com isso podemos dizer que não existe um perfil único para o obeso.

Por exemplo, se a família de origem é obesa, há uma grande tendência da criança ser obesa e consequentemente um adulto obeso. Isto porque ele vai estar cercado de determinados hábitos alimentares que já são padrões na sua família.

Quando se ignora os fatores emocionais as pessoas obesas vão viver uma luta eterna com a balança. Vão ter resultados totalmente temporários, podem passar pelo efeito “sanfona”, trazendo seguidas frustrações e fazendo com isso que cada vez mais se torne difícil o ato de emagrecer.

O tratamento deve levar em consideração as necessidades individuais de cada um, suas crenças, preferências alimentares e estilo de vida além de procurar descobrir quais foram os objetivos que levaram o indivíduo a procurar perder peso como por exemplo, maior disposição, diminuição das taxas de colesterol, controle de diabetes e maior autoestima.

Portanto, é muito importante levar em consideração a parte psicológica no processo de emagrecimento.. É necessário conhecer os vínculos emocionais que levaram o indivíduo à compulsão e dependência na busca pela comida, senão mesmo procurando métodos considerados definitivos como a cirurgia bariátrica, a condição de magro pode ser temporária e com isso não vai agregar nenhum valor em termos de saúde e de qualidade de vida ao indivíduo.

Share

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *