FILME: PHILOMENA

Posted by on março 26, 2014 in Relação de FILMES

FILME: PHILOMENA

O filme Philomena, é um drama real de Stephen Freas que tem como atores principais Judi Dench (Philomena Lee) e Steve Coogan (Martin Sixsmith).

Mostra inicialmente uma Irlanda de 1952, onde Philomena então uma jovem, se envolve com um relacionamento casual, fica grávida e sua família para mostrar toda a sua indignação, a envia para um convento.

Neste convento, Philomena tem seu filho, mas devido às leis que regiam esse estabelecimento é obrigada a dá-lo para adoção para um casal de americanos.  Philomena sofre muito, não aceita o que aconteceu e ela passa vários anos de sua vida realizando trabalhos braçais.

Passam-se os anos e Philomena agora uma senhora, tem uma filha, mas não se esquece desse filho, pois há 50 anos não teve notícias dele.  Sua filha vendo toda a tristeza de sua mãe consegue um contato com um jornalista (Martin Sixsmith) atraindo-o para que ele conhecesse uma senhora que tem uma história triste e interessante de vida e que ele poderia aproveitar para escrevê-la.

A partir daí os dois, Philomena e Martin fazem uma parceria para descobrir o que aconteceu e começam sua pesquisa pelo próprio convento e nos vários lugares da região.  Mas a instituição religiosa dificulta qualquer tipo de ajuda para facilitar a investigação.  Os dois resolvem ir procurá-lo nos Estados Unidos onde terminam descobrindo um pouco da vida do filho da Philomena, como trabalho, relacionamento e também sua morte.

Esse filme é muito interessante, pois desde o início mostra uma Philomena jovem, deslumbrada para descobrir a vida e depois a fatalidade de ter que se afastar de tudo e de todos para passar vários anos de sua vida num convento, discriminada e sem seu filho.  Isso tudo seria motivo mais do que suficiente para ser um filme muito sofrido, doloroso e ter uma Philomena descrente da vida e deprimida.

Mas o que vemos é uma Philomena muito dócil, com uma fé inquebrantável que a ajuda a se erguer nos piores momentos, com uma compreensão do ser humano inclusive na cena em que é informada da homosexualidade de seu filho.  Vemos também várias vezes sua ingenuidade, quase infantil em se maravilhar com determinadas coisas simples da vida.

Já Martin, o jornalista, é o seu oposto, incrédulo e sarcástico, usando várias vezes da força para conseguir algo quando as coisas se tornam difíceis.  Mas nesta parceria, onde incialmente ele se beneficia com a história de Philomena, a mesma também recebe do jornalista a oportunidade de buscar a verdade sobre seu filho.

Essa parceria que a princípio poderia parecer impossível, surpreende quando ambos vão aprendendo um com o outro ao longo do relacionamento. Martin aprende a ser menos rígido com determinadas situações e pessoas e achar novos meios para atingir um objetivo e Philomena descobre que seu filho sempre se lembrou dela e que sentia sua falta.  O abandono inicial é resignificado quando ela descobre a história do seu filho e da importância que ele dava a ela.

É um filme de muita sensibilidade e beleza que nos abre uma nova visão perante a vida, mostrando que é possível deslumbrar o belo mesmo em momentos muito difíceis.

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