Obsessão com o peso e a forma

Posted by on abril 11, 2016 in Artigos

Obsessão com o peso e a forma

Você já reparou que em todas as reuniões onde existe uma grande quantidade de guloseimas, as pessoas geralmente conversam sobre seus planos e esforços para se manter na linha, emagrecer ou ter um corpo que lhe seja mais satisfatório?

Segundo pesquisas, 81% das crianças americanas de 10 anos estariam com muito medo de ser gorda e 50% das meninas já estão inclusive fazendo regime. Isso mostra como as pessoas cada vez mais cedo se preocupam com seu peso e sua forma.

Seria essa preocupação devido ao sedentarismo, hábitos alimentares, ideais impossíveis de serem alcançados e a indústria e do marketing da forma física e do regime que cada vez mais temos acesso?

Em um número da revista “Counseling Today”, a terapeuta Anna Viviani fala numa entrevista desse interesse sobre a obsessão com o peso e pela forma com ou sem transtornos alimentares.

Segundo ela, a obsessão com o peso e a forma estaria ligada ao controle. Ou seja, caso a pessoa sinta que não tem controle sobre sua vida, ela vai tentar levar esse controle para o peso, os alimentos que ingere e os exercícios físicos.

Podemos então observar que todo o ritual de exercícios diários, fazer regime, emagrecer, criar massa muscular, as idas ao nutricionista, as conversas sobre peso, tem o seu valor para que possamos lembrar da promessa que fizemos e que sim, é possível fazer este controle, mesmo sendo muitas vezes difícil.

Independente de outras áreas da vida, profissional, amorosa, acreditamos que o peso e a forma só depende de nós para alcançarmos o objetivo desejado. Então quanto menos temos controle sobre a vida que nos cerca, que neste caso temos incluso o outro e o acaso, mais vamos nos preocupar com o peso e a forma.

Podemos citar também o caso da greve de fome nos presídios que em vários momentos vemos nos noticiários. No caso, eles põem em risco suas próprias vidas em troca de algo. Outra terapeuta, Erica Ritzu cita uma fala de uma paciente com transtornos alimentares: “Se você não me escuta e não deixa nunca que minha opinião conte, posso ao menos escolher não comer nada”.

Nesse último caso, vemos que a única coisa que os presos podem controlar é se vão ou não ingerir alimentos, já que estão aprisionados, não são escutados e não podem nada. Então, voltando à obsessão com o regime e a forma física, é a única coisa que a pessoa pode controlar, pois no restante de sua vida ela não controla nada.

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