A transcrição converte a fala do atendimento em texto e, a partir dele, propõe um rascunho de evolução para você revisar.
Não existe gravação
Não há arquivo de áudio nem de vídeo guardado em nenhum ponto do sistema, e não existe botão que crie um.
Isso é estrutural, não uma configuração: o que não existe não vaza. Áudio de atendimento psicológico é o dado mais sensível que um consultório produz: vaza inteiro, não se anonimiza, e a existência dele muda o que o paciente se permite dizer.
O que fica guardado é o texto, cifrado com a chave da sua clínica, preso àquela sessão.
Mas o áudio precisa ser ouvido por alguém para virar texto
E é aqui que vale a pena entender a diferença, porque ela muda o que você diz ao paciente.
Para transcrever os dois lados da conversa, trechos curtos do áudio — de poucos segundos, cortados nas pausas da fala — são enviados a um serviço de reconhecimento de fala contratado, transcritos, e descartados. O contrato com esse serviço proíbe retenção e proíbe uso do conteúdo para treinar modelo, e essa exigência viaja em cada pedido: se nenhum servidor a atender, o pedido falha em vez de seguir sem ela.
Trechos sem fala não são enviados. Silêncio, pausa e a metade da conversa em que você está ouvindo não saem daqui.
Gravação é outra coisa: é guardar o áudio para ouvir depois. Isso continua não existindo.
A autorização vem primeiro
A transcrição não liga sozinha. Você pede, e ela só começa depois de o paciente autorizar naquela sessão.
A autorização é registrada com data e hora, na própria sessão, e fica no prontuário como qualquer outro registro.
É por sessão, não uma vez para sempre. Consentimento para registrar a fala de um atendimento não se dá em bloco.
O rascunho não é a evolução
Do texto sai uma proposta de redação: o que foi trazido, o que foi observado, o que foi combinado.
Ele nasce marcado como rascunho e não entra no prontuário. Só se torna registro quando você lê, ajusta e assina.
A distinção não é formalidade. A evolução é documento pelo qual você responde profissionalmente, e nada que uma máquina escreveu deve virar seu registro sem passar pelos seus olhos.
Se o rascunho não servir, descarte e escreva do zero, e o texto da sessão continua disponível para consultar. Tanto Salvar no prontuário quanto Descartar rascunho pedem confirmação: o primeiro cria registro imutável, o segundo apaga também as correções que você já tinha feito.
Apagar a transcrição
Na aba Transcrição, Apagar transcrição remove toda a fala transcrita daquela sessão. Ele pede confirmação porque não tem volta: a transcrição daquela sessão não pode ser recomeçada, e o rascunho automático perde a matéria-prima.
Quem falou o quê
Na teleconsulta, o seu áudio e o do paciente são transcritos em separado, cada um do seu canal. Não é adivinhação: o que veio do seu microfone é seu, o que veio da chamada é dele. Por isso a fala sobreposta deixa de virar uma frase só.
Na tela, a transcrição aparece como diálogo: cada turno com Você ou Paciente e a hora da sessão em que começou, na ordem em que foi dito. Cada fala aparece alguns segundos depois de terminar — o áudio é cortado na pausa, e não no meio da frase, que é o que mais fazia o reconhecimento errar.
Em atendimento presencial, com um microfone só na sala, isso não vale — ali é uma voz única e o texto sai corrido. Em casal ou família, o mesmo: útil para consultar, insuficiente para atribuir fala.
Quando o reconhecimento erra
Sala com eco, microfone distante e conexão instável degradam o resultado. Erro no texto vira erro no rascunho, o que é uma das razões de a revisão ser obrigatória.
Quantas horas cabem no seu plano
Transcrever custa por minuto, então cada plano tem uma cota mensal de tempo de sessão transcrito — e é tempo de sessão mesmo: uma consulta de cinquenta minutos consome cinquenta, não cem, ainda que os dois lados sejam transcritos.
Em Meu plano você vê quanto já usou no mês, e a sala mostra quanto ainda cabe antes de você começar. A cota zera na virada do mês.
Estourou? Não precisa esperar. Em Meu plano há o pacote de horas: mais cinco horas por mês, que entram na sua conta assim que a cobrança for paga. Dá para contratar mais de um — cada contratação soma outro pacote, não substitui o anterior.
O botão mostra o preço e pede confirmação antes de gerar a cobrança.
O que acaba é a transcrição — o atendimento, a agenda e o prontuário continuam iguais.
Ela não para quando você escreve
Ligada, a transcrição continua ouvindo enquanto você usa o resto da sala: trocar para Anotações para registrar alguma coisa durante o atendimento, abrir o Rascunho, esconder o vídeo — nada disso desliga.
Quem desliga é você, no Parar de transcrever, ou o fim do atendimento. Enquanto estiver ligada, a aba Transcrição aparece com um ponto ao lado do nome.
Sair da sala, fechar a página ou recarregar encerra a escuta — o que já foi transcrito está salvo, e você pode ligar de novo ao voltar.
Se falhar, a sessão continua
Conexão ruim, áudio inaudível ou serviço fora do ar não atrapalham o atendimento: você escreve a evolução como sempre. O recurso é um atalho, e atalho que quebra não leva o caminho principal com ele.
O que não acontece
O histórico do paciente não é enviado. O que é processado é o texto daquela sessão, para propor a redação dela.
O conteúdo não treina modelo nenhum. Nem o áudio dos trechos, nem o texto.
Ninguém da nossa equipe lê. O texto é cifrado com a chave da sua clínica, como o resto do conteúdo clínico.