A evolução é o registro do que aconteceu na sessão. Ela vive no prontuário do paciente e é o documento que sustenta tudo o que você emitir depois.
Onde escrever
Abra o paciente, aba Prontuário, e registre a evolução.
A anotação normalmente é vinculada a uma sessão — é o que dá a ela número e data dentro da série do paciente —, mas o vínculo é opcional: dá para registrar uma anotação avulsa, para o atendimento que não nasceu de um horário marcado.
O sistema não exige que a sessão esteja marcada como realizada para aceitar a evolução. Ele confere só que a sessão é daquele paciente. O critério é seu: evolução de sessão que não aconteceu é registro de coisa que não houve, e isso é responsabilidade profissional, não trava de software.
O que o marco de realizada muda é a fila: é ele que põe a sessão na lista de sessões sem evolução, para você não perder nenhuma. Na tela da sessão, o cartão Evoluções faltantes abre essa lista — as suas sessões realizadas dos últimos 90 dias que ainda não têm evolução, cada uma com um link para abrir.
O rascunho salva sozinho
Enquanto você escreve, o texto é guardado como rascunho: ao lado do botão aparece "salvo às 14:37". Se a gravação falhar, o recado muda para "alterações não salvas" — e é isso que você precisa ver antes de fechar a aba. Sair da tela descarrega o que ainda estava por gravar.
Rascunho não é prontuário. O que cria o registro é o botão Registrar no prontuário, e ele pede confirmação, porque depois de registrada a evolução não pode mais ser editada nem apagada.
O que costuma constar
Não existe modelo obrigatório, mas a prática e as resoluções do CFP convergem em alguns elementos: data, demanda trazida, o que foi trabalhado, encaminhamentos e o plano para a próxima sessão.
Escreva o suficiente para que você em seis meses entenda o caso. A evolução não é transcrição da sessão, e não precisa ser.
Por que ela vira imutável
Depois de assinada, a anotação não é editável. Isso não é rigidez de software: prontuário é registro documental, e um registro que se reescreve sem deixar rastro não prova nada.
Se você precisa alterar algo, o caminho é um novo registro que retifica o anterior. É assim que funciona em prontuário de qualquer área da saúde, e é o que mantém a cronologia confiável.
Sigilo e cifragem
O conteúdo clínico é cifrado com uma chave própria da sua conta. Quem tiver acesso ao banco de dados sem essa chave não lê nada. O acesso a prontuário também fica registrado em trilha de auditoria, inclusive o seu.
Rascunho por IA
Se a transcrição da sessão estiver ativa e o paciente tiver autorizado, o sistema pode montar um rascunho de evolução a partir do texto. É rascunho: ele só entra no prontuário depois de você ler, corrigir e assinar.
O rascunho, e onde ele fica
Enquanto você escreve, o texto é guardado sozinho alguns segundos depois da última tecla — e também ao trocar de aba ou sair da tela. O recado ao lado do botão diz o estado: salvo às 14:37, salvando… ou alterações não salvas.
O rascunho é um por paciente: o que você começou a escrever na tela da sessão aparece no prontuário, e vice-versa. Ele volta com a sessão que estava escolhida, então recarregar a página não troca o vínculo da anotação.
Rascunho não é prontuário. Ele não aparece na linha do tempo, não entra na trilha de acesso e some quando você clica em Salvar anotação — que é o momento em que o texto vira registro imutável.
Quem abriu este prontuário
No cabeçalho do prontuário, ao lado do cadeado, existe o link Quem abriu este prontuário: a trilha deste paciente, com quem abriu, o que fez e quando. A visão de todos os pacientes continua em Configurações › Registro de acessos.