Teleconsulta

Fazer uma teleconsulta

Abrir a sala, enviar o link do paciente, o que checar antes e o que a norma exige do atendimento online.

4 min de leitura · revisado em

Sessão marcada com modalidade online ganha uma sala de vídeo própria.

Antes da sessão

Confira três coisas:

  1. Navegador atualizado. Chrome, Edge, Firefox ou Safari recentes.
  2. Permissão de câmera e microfone. A sala não pede nada sozinha: ela explica para quê e você toca em Ligar câmera e microfone. Quem já autorizou antes não passa por esse passo.
  3. Conexão estável. Vídeo em duas vias pede banda em ambas as pontas.

A prévia mostra como você vai aparecer e deixa escolher qual câmera e qual microfone usar — é a hora de descobrir que o microfone errado está selecionado.

O link do paciente é gerado pela própria sessão e é individual. Ele não exige conta nem instalação: abre no navegador.

O link vale até você encerrar a sala — consulta que atrasa ou se estende não perde o link, e o paciente que cair consegue voltar. Ele é o único autenticador da sala: não publique em grupo nem reaproveite entre pacientes.

Encerrar sala derruba esse link na hora, e por isso pede confirmação. Ele aparece a partir do horário marcado, para os dois casos em que serve: o paciente não apareceu, ou o atendimento acabou e a sala ficou aberta. Se depois disso o paciente ainda for entrar, use Gerar novo link — a sala reabre com um endereço novo, e o antigo deixa de valer.

Durante

O vídeo é cifrado de ponta a ponta entre os dois aparelhos. Quando a rede de um dos lados impede a conexão direta, a chamada passa por um retransmissor que encaminha os dados cifrados sem conseguir abri-los. Não há gravação de áudio nem de vídeo em nenhum ponto do sistema, e não existe botão que crie uma.

Transcrição é outra coisa e é opcional: converte a fala em texto, só começa depois de o paciente autorizar, e a autorização fica registrada naquela sessão. O que é guardado é o texto, cifrado.

Se a internet oscilar, ninguém precisa fazer nada. O quadro de quem caiu mostra Reconectando… e a chamada volta sozinha quando a rede volta — sem recarregar a página e sem sair da sala. A pessoa só sai da sua tela quando fecha a sala dela; e a sala só termina quando você encerra.

Sair da sala com a chamada ou o atendimento em andamento derruba o vídeo e para a transcrição, então o sistema pergunta antes. O relógio continua correndo no servidor até você encerrar.

Quando a sala não conecta

A tela diz qual dos três casos é, e cada um tem uma conduta diferente.

"Esta sala foi encerrada." Só o encerramento tira a sala do ar — o horário não. Reabrir pela sessão gera um link novo, e o paciente precisa receber esse novo; o antigo não volta a valer.

"A sala está momentaneamente indisponível." Não é o seu link nem a sua internet: é o nosso servidor que não respondeu naquele instante. Tente entrar de novo em alguns instantes. O link continua valendo.

"Refazendo a conexão de vídeo…" Os dois estão na sala e a imagem ainda não passou. O sistema continua tentando sozinho, inclusive pelo retransmissor — não saia nem recarregue. Se passar de um minuto, costuma ser VPN ou Wi-Fi corporativo de um dos lados: trocar para os dados do celular resolve sem sair da sala.

Se a tela fica parada em "conectando" sem dizer nada, atualize a página: a sala não guarda nada da tentativa anterior.

Depois

Encerrar oferece dois caminhos, e a diferença importa:

  • Encerrar e marcar realizada — para o relógio, dá o número da sessão no prontuário e libera a cobrança.
  • Só encerrar — para o relógio e registra o horário. A sessão continua pendente na agenda.

Depois, registre a evolução, como faria numa presencial.

O que a norma pede

O atendimento online no Brasil é regulado pelo CFP. Não existe mais cadastro prévio para atender online: a Resolução CFP nº 09/2024, em vigor desde 31 de agosto de 2024, revogou as Resoluções 11/2018 e 04/2020, e a plataforma e-Psi foi desativada na mesma data. Basta ter inscrição ativa no seu CRP, e ela vale para atender pessoas de qualquer estado, sem inscrição secundária.

O campo Cadastro e-Psi continua em Configurações, opcional, para quem já tem o número e quer guardá-lo. Ele não é exigido para nada.

O que a norma passou a exigir no lugar do cadastro é uma avaliação sua, caso a caso: se o atendimento a distância cabe àquela pessoa, se há meios de agir numa urgência e se as condições de sigilo estão dadas. Também é exigido um contrato de prestação de serviços, que pode ser verbal ou escrito, dizendo como o trabalho funciona e quais recursos garantem o sigilo.

Confira sempre o texto vigente no site do CFP antes de decidir um caso concreto. Norma muda, e esta página não substitui a leitura dela.

Sigilo vale igual: escolha um lugar reservado, use fone, e confirme que o paciente também está em ambiente onde possa falar.

Continue por aqui

Isso resolveu?

Se não resolveu, conte o que você tentou e o que aconteceu. É assim que este artigo melhora, e dúvida que chega duas vezes vira artigo novo.

Falar com o suporte