A NFS-e é emitida pela prefeitura do seu município, com o seu certificado digital. O sistema fala com a prefeitura por você, mas precisa de três coisas antes.
O que você precisa ter em mãos
- Certificado digital A1 (arquivo
.pfxou.p12) e a senha dele. É o mesmo certificado usado no e-CAC. Se você é MEI ou ME e não tem, ele é comprado em uma autoridade certificadora. - Inscrição municipal. O número do seu cadastro na prefeitura. A maioria dos municípios recusa nota sem ele.
- Alíquota de ISS do seu município para o serviço de psicologia. Costuma ficar entre 2% e 5%. Confirme com seu contador ou no site da prefeitura.
Onde configurar
Configurações › Nota fiscal.
O certificado
Envie o arquivo e a senha. Os dois ficam guardados, cifrados, e é importante você saber exatamente por quê e como.
Por que ficam. Emitir NFS-e no Sistema Nacional exige assinar cada nota com o certificado do próprio emitente — a assinatura de um terceiro é recusada. E emitir automaticamente, quando você dá baixa numa cobrança, significa assinar sem você estar na tela. Sem guardar, ou você digita a senha a cada nota, ou a emissão automática não existe.
Como ficam. Arquivo e senha são cifrados separadamente, com propósitos diferentes: quem conseguisse um não teria o outro. Só o processo que emite a nota consegue abrir, e toda abertura fica registrada dizendo para qual nota foi — certificado aberto sem nota correspondente é alarme aqui dentro.
Quando somem. Quando você remove, ou quando envia outro no lugar. A remoção apaga o arquivo e a senha de uma vez — não há como restaurar, porque o .pfx só existe com quem o emitiu — e desliga a emissão junto. Nada mais apaga o certificado: ele não some sozinho, e a tela mostra desde quando o arquivo e a senha estão guardados.
Certificado vencido para de emitir e a tela avisa, mas o arquivo continua aqui até você removê-lo ou enviar o novo.
O que isso significa para você, dito sem rodeio: um A1 não é limitado a emitir nota. O mesmo certificado entra no e-CAC e assina em seu nome perante a Receita. Enviá-lo aqui é confiar esse arquivo à plataforma, e a decisão é sua — enquanto você não o enviar, nenhuma nota é emitida e nada além dos dados do emitente fica guardado.
Um A1 vale um ano. Quando vencer, envie o novo pela mesma tela — enviar por cima substitui o arquivo e a senha antigos.
Os dados do emitente
Preencha exatamente como está na prefeitura. Divergência de razão social ou endereço é a causa mais comum de recusa.
O código IBGE da cidade tem 7 dígitos (São Paulo é 3550308). É esse código que o fisco usa. O nome da cidade é enfeite. Se você não souber o seu, a tela leva à tabela do IBGE.
CPF/CNPJ, CEP e o código IBGE são conferidos na hora de salvar: dígito errado é marcado no campo, com a explicação ao lado, em vez de virar nota recusada semanas depois.
Tributação
- Simples Nacional: não optante, MEI, ou ME/EPP.
- Regime especial: se você é autônomo inscrito ou sociedade de profissionais, o ISS costuma ser fixo por profissional em vez de percentual sobre a nota. Escolher errado aqui é pagar imposto errado. Confirme com seu contador.
- Item da LC 116: psicologia e psicanálise é 4.16. Neuropsicologia, terapia ocupacional e psiquiatria usam item diferente.
- CNAE: atividades de psicologia e psicanálise é 8650003.
- Alíquota de ISS: escreva só o número —
2,5para 2,5%, sem o símbolo de porcentagem. Se o que você digitar não for um número, o sistema recusa o salvamento e marca o campo. Zero é aceito, porque quem recolhe ISS fixo por regime especial declara 0% de verdade.
Ligar a emissão de verdade
Duas chaves mudam o que sai no mundo, e as duas pedem confirmação antes de salvar:
- Ambiente › Produção faz cada nota emitida valer como documento fiscal. Em homologação, elas não valem — e servem justamente para conferir o preenchimento antes de virar a chave.
- Emitir automaticamente faz toda cobrança marcada como paga virar nota sozinha. Ligado, nenhuma nota passa pela prévia de tomador, CPF e valor: não há ninguém na tela para conferir.
Nota emitida não se apaga: cancela-se, com evento registrado na prefeitura e número gasto. Por isso a confirmação.
Se o seu município ainda não emite
A NFS-e do padrão nacional só funciona onde a prefeitura aderiu ao sistema nacional. Se a sua ainda não aderiu, o sistema recusa a emissão com essa explicação, em vez de deixar você descobrir pela recusa da prefeitura depois da sessão.
Isso não é uma limitação nossa nem tem nada a fazer do seu lado: a Lei Complementar 214/2025 obriga todos os municípios a aderir, e a adesão está em curso pelo país. Quando o seu entrar, a emissão passa a funcionar sozinha — você não precisa reconfigurar nada.
Até lá, tudo o mais continua: agenda, prontuário, cobrança e recibo funcionam normalmente. Só a nota fiscal fica indisponível.
A numeração das suas notas
Cada nota recebe um número sequencial dentro de uma série, e os dois juntos identificam o documento perante o fisco. O sistema cuida disso sozinho: você não digita número de nota.
Dois detalhes que importam:
- O número nunca se repete, e nunca volta atrás. Nota cancelada continua ocupando o número dela — é assim que o fisco espera que funcione.
- Se você já emitia por outro sistema, avise o suporte antes de ligar a emissão. Continuar a numeração de onde parou evita colidir com o que já está registrado na prefeitura, e isso é ajustado por nós.
Teste em homologação antes
O campo Ambiente começa em homologação. Nota emitida ali não vale como documento fiscal: serve para conferir se o preenchimento passa. Emita uma, veja o resultado, e só então mude para produção.
Ligar
A chave Emissão ligada só destrava depois do certificado enviado. Com ela desligada, nenhuma nota sai: nem manual, nem automática.
Emitir automaticamente faz a nota sair sozinha quando você dá baixa numa cobrança. Vale só para cobranças pagas depois de você ligar a opção: ligar não emite retroativamente meses fechados.