Prontuário e documentos

Anamnese e modelos de formulário

Usar os modelos da plataforma, criar os seus e enviar um formulário para o paciente responder antes da sessão.

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A anamnese é a entrevista inicial. No sistema ela é um formulário estruturado: você usa um modelo pronto, adapta, ou cria o seu.

Usar um modelo da plataforma

Em Modelos › Anamnese há modelos prontos, organizados por seções. Eles servem como ponto de partida e você responde direto no prontuário do paciente.

Criar o seu

Você monta as seções e as perguntas. Um modelo seu fica disponível para qualquer paciente da sua conta.

Modelos da plataforma não são editáveis, mas dá para duplicar e editar a cópia, o que preserva o original para quem prefere o padrão.

Duplicar cria a cópia na hora. Se você desistir e cancelar o editor, o sistema pergunta se quer apagar a cópia ou mantê-la na lista para editar depois.

Perguntas do mesmo tópico precisam ficar juntas na lista: o formulário agrupa pela ordem. Quando o mesmo tópico aparece em pontos separados, o editor avisa e diz qual é.

Não perder o que foi escrito

O modelo só é gravado quando você clica em Salvar modelo. Com alteração não salva:

  • Cancelar pergunta antes de descartar;
  • trocar de aba em Modelos, ou sair por qualquer link, pergunta antes;
  • fechar a janela mostra o aviso do navegador.

Faltando algo para salvar — um rótulo em branco, um campo de escolha com uma opção só —, o erro aparece no próprio campo e o cursor vai até o primeiro deles.

Modelo arquivado não pode ser editado; a linha dele diz isso, e Reativar fica ao lado.

Enviar para o paciente responder

Alguns formulários fazem mais sentido preenchidos antes da sessão. O sistema gera um link único que você manda para o paciente; ele responde pelo navegador, sem criar conta.

O que vale saber:

  • O link é individual e tem prazo.
  • A resposta entra cifrada no prontuário, como qualquer conteúdo clínico.
  • Você vê quando foi respondido.

O que o paciente vê

Vale conhecer, porque é o que ele vai perguntar a você:

  • Quem enviou aparece no topo, com o seu nome de exibição, antes de qualquer pergunta.
  • O aviso vem antes do formulário, e não depois do botão: a página diz que o texto vai cifrado para o seu prontuário, que mais ninguém lê, e que enviar é definitivo — por aquele link não dá para mandar de novo nem alterar. Se ele precisar mudar alguma coisa, o caminho é falar com você, e quem edita a resposta no prontuário é você.
  • O que ele digita fica guardado no aparelho dele enquanto não envia, e a página avisa isso. É o que evita perder uma anamnese inteira porque o navegador descartou a aba no meio. Assim que o envio dá certo, o rascunho é apagado do aparelho.
  • Pergunta obrigatória é marcada no próprio campo. Se faltar alguma, a página leva o paciente até ela em vez de listar nomes no fim do formulário.
  • Link vencido ou revogado explica o que aconteceu e pede um link novo a você. Ali não aparece "tentar de novo", porque insistir nunca resolveria.

O mesmo vale para o material enviado em Recursos, que usa a mesma página do lado do paciente.

Diferença entre anamnese e evolução

Anamnese é o retrato inicial: história, queixa, contexto. Preenchida uma vez, revisada quando muda algo relevante.

Evolução é o acompanhamento sessão a sessão.

As duas vivem no prontuário e as duas entram na exportação de dados.

Versões anteriores

Cada salvamento cria uma versão, e nenhuma se apaga. Ao lado de "Anamnese versão N" existe Ver versões anteriores: cada uma abre com as respostas sob as perguntas da versão do modelo que as originou — inclusive a que o próprio paciente respondeu pelo link.

O botão Salvar anamnese fica desligado enquanto nada mudou em relação à última versão. Sem isso, cada clique criava uma versão nova idêntica à anterior num histórico que não se apaga.

Sair sem salvar

A anamnese não grava sozinha, de propósito: cada salvamento cria uma versão. Por isso, se você trocar de tela com respostas não salvas, o sistema pergunta antes de descartar. Trocar de aba dentro do prontuário não perde nada — as respostas continuam onde estavam.

Ler o que o paciente preencheu

Quando a anamnese volta do link do paciente, a aba abre em leitura: os tópicos aparecem na ordem do modelo, com a data em português e o que ele marcou escrito por extenso. O que não tem resposta vira uma linha no fim, em vez de um tópico vazio para abrir.

O cabeçalho diz quem preencheu: "preenchida por Carlos Mendes (paciente)". Antes aparecia o seu nome, porque o autor da linha do prontuário é sempre o profissional — e num prontuário quem disse o quê é registro.

Editar cria uma versão nova, com o seu nome. A que o paciente respondeu fica guardada: nenhuma versão se apaga.

Perguntas que são suas, não dele

Cada pergunta do modelo tem um campo Quem responde: os dois, só o paciente, ou só o profissional. A pergunta marcada como sua não vai no link — e, na leitura, o tópico dela aparece como "para você preencher na sessão" em vez de "sem resposta".

Isso existe porque os modelos da plataforma têm a seção Sigilo e acesso, que é o combinado da entrevista. No modelo de adolescente, "Sigilo e seus limites explicados ao adolescente" é obrigatório — e o envio dele era recusado enquanto ele não atestasse o que você tinha explicado a ele. Nos modelos da plataforma essa seção já vem marcada como sua; nos seus, quem escolhe é você, no editor de modelos.

As devolutivas dos recursos

Em Recursos, os envios do mesmo material ficam agrupados, com a primeira frase do que o paciente escreveu à vista — dá para decidir o que ler antes da sessão sem abrir um por um. Quando o recurso pede um número ("de 0 a 10, quão forte foi"), ele aparece ao lado, e a sequência dos envios vira uma linha: é ela que mostra o que um registro isolado não mostra.

O aviso do sino leva direto à aba da resposta, e não mais à raiz do prontuário.

Ao lado do número, quando há mais de uma devolutiva do mesmo recurso, aparece como ele se compara com os anteriores da própria pessoa: "maior até agora", "+3 desde o anterior". É aritmética sobre a série dela, e nada além disso — a plataforma não diz que um número é alto, grave ou preocupante, e não pinta nenhum de vermelho. Onde começa o alto é leitura clínica, muda com o caso e com o instrumento, e é sua.

O que o paciente respondeu não se edita

A versão que veio do link não tem botão de editar. Ela é o que ele escreveu, e num prontuário quem disse o quê é registro — reescrever o texto dele e salvar com o seu nome trocaria o autor da frase, mesmo com a versão original guardada.

Os dois caminhos que ficam:

  • Citar na evolução, em cada tópico: o trecho vai para o rascunho da anotação da sessão, com a fonte e a data;
  • Registrar a sua anamnese: começa uma versão sua, em branco, para o que você apurou na entrevista. A dele continua no histórico, intacta.

A anamnese que você preencheu continua editável: ali o autor é o mesmo, e editar cria versão nova como sempre.

Ler sem cansar

A leitura abre com tudo à vista, em duas colunas: a pergunta à esquerda, a resposta à direita. Resposta em prosa — uma queixa, uma história — ocupa a largura toda, com a pergunta acima dela.

No alto ficam os assuntos da ficha em fileira: clicar em "Sono" pula direto para o tópico. Recolher tudo, no fim da mesma linha, fecha todos de uma vez quando você quer só a vista de cima; clicar no título de um tópico abre e fecha ele sozinho.

A contagem ("2 de 6") aparece só quando falta resposta naquele tópico. Onde está tudo respondido ela não aparece, porque ali ela não informa nada.

Duas versões desta tela ficaram no caminho, e vale saber por que: primeiro tudo vinha aberto com a pergunta em cima da resposta — no modelo de criança, que tem 112 perguntas, isso dava duas linhas por pergunta e uma coluna de vários metros. Depois virou doze gavetas fechadas, e ler a ficha antes da sessão passou a ser doze cliques. O que resolve é densidade: mesma informação, metade da altura, nada escondido.

O Ctrl+F do navegador acha o que está dentro dos tópicos fechados também.

Citar na evolução

Em cada tópico da anamnese, e na devolutiva de cada recurso, há Citar na evolução. Ele leva o trecho para o rascunho da anotação da sessão, com a fonte e a data escritas na frente: "Anamnese · Sono — respondida em 15/09".

Três coisas que valem saber:

  • vai para o rascunho, nunca para uma anotação já registrada. Nota registrada só muda por retificação, que é outro caminho;
  • entra no fim do que você já estava escrevendo, sem apagar nada, e a sessão escolhida no rascunho continua a mesma;
  • a procedência vai junto de propósito. Uma frase em primeira pessoa no meio de uma anotação, sem dizer de onde veio, passa a ser lida como observação sua.

Na anamnese a citação é por tópico, e não a ficha inteira: o que se conversa na sessão é um assunto. Na devolutiva vai tudo o que ele respondeu — o que vale citar ali muda com o caso, e o que sobrar você apaga no editor.